Author Archives: Saint Julian

About Saint Julian

Júlio Mendes Rodrigo was born at the heart of dark and misty Mississipi swamps. Soon his family moved to New Orleans where Júlio was introduced to Gnostic Voodoo. As a young man, travelled India and in Calcutta has dedicated his time to the studies of philosophy and his heart to the maharaja’s daughter, which got him into a lot of trouble. Escaping from a impossible love he arrived to a Tibetan Ashram and there he spent four years in meditation and learning Tantric Yoga. In Europe (Prague), during the early nineties, Júlio initiated his esoteric studies on the Left Hand Path and the study of Perennial Philosophy (Julius Evola and René Guenon). He is now interested on the subjects of Posthuman and Technognosticism. His mote is: “NOTHING IS TRUE MY WORD IS thee TRUE LIE!” Júlio Mendes Rodrigo is also Saint Julian

ISTO NÃO É UM ULTIMATO!

14 de abril 2017
Cinema Passos Manuel, Porto

Exactamente 100 anos depois de Almada Negreiros ter ocupado o palco do Teatro República para realizar a primeira Conferência Futurista, vários artistas de diferentes gerações e de diversas disciplinas artísticas juntam-se no Cinema Passos Manuel, no Porto, para reinventar a memória dessa conferência.
Na Revista “Portugal Futurista” Almada descreve como decorreu a conferência explicando que “(…) a plateia costumada a conferências exclusivamente literárias e pedantes chocou-se nitidamente com a virilidade das minhas afirmações pelo que executava premeditadas e cobardes reprovações isoladas mas sem efeito de conjunto.”
À boa maneira futurista, a plateia podia interromper o conferencista, que lia o seu “Ultimatum às gerações futuristas do século XX”, entre outros manifestos.
Almada crê que conseguiu ultrapassar a “bitola de insipidez em que se gasta Lisboa inteira, e atingir ante a curiosidade da plateia a expressão da intensidade da vida moderna, sem dúvida de todas as revelações a que é mais distante de Portugal”.

Artistas participantes: Nova Orquestra Futurista do Porto, The Underground Film Studio (Clara Pais & Daniel Fawcett), Frederico Dinis, HystericalOneManOrchestra.

Isto Não é Um Ultimato

Cartaz por Jorge Cerqueira

NOCTURNAL EMISSIONS no Teatro Municipal Rivoli

[UNDERSTAGE] • SEX 24 MAR / 23H00
*Um concerto UNDERSTAGE em parceria com Materia Prima e ANDRÓMEDA – Agenciamento & Produção

Bilhetes 5,00 EUR • M/12: http://bitly/2lI1YJi

Nocturnal Emissions

A génese de Nocturnal Emissions remonta ao final da década de 1970, banda formada nessa época por Nigel Ayers, o seu irmão Daniel, e Caroline K. Este projecto experimental/industrial, para além de ter granjeado um estatuto de culto similar aos seus compatriotas Throbbing Gristle, Nurse With Wound e Coil, foi a única banda a dar um concerto no meio dos históricos motins de Brixton, no subúrbio Sul de Londres, em Abril de 1981.
Nas décadas subsequentes, Nocturnal Emissions transformou-se no veículo de expressão artística de um só homem, Nigel Ayers. Nascido em 1957, em Tideswell, Derbyshire, reside actualmente na Cornualha. As suas manifestações artísticas interdisciplinares fazem parte de um processo contínuo, inserido numa campanha de guerrilha ontológica que recorre à utilização da vídeo arte, filme e hipertexto, e cujo objectivo final visa chamar a atenção para os sistemas ideológicos de controlo, contribuindo desta forma para o questionar das estruturas capitalistas.
Em 1980 fundou a editora Sterile Records, selo responsável pela edição dos primeiros discos de John Balance (Coil), Maurizio Bianchi e Lustmord, entre muitos outros. Sete anos depois, em 1987, formou a Earthly Delights, editora especializada na análise da paisagem tecnológica e nos efeitos psicológicos resultantes da exposição à matéria sonora. Na década de 1990 concebeu bandas sonoras para Butoh (nomeadamente para o coreógrafo nipónico Poppo Shiraishi). Ao longo de mais de três décadas de actividade colaborou com imensos artistas, dos quais se quais se destacam Bourbonese Qualk, C.C.C.C., Andrew Liles, Lustmord, Robin Storey (Rapoon), Z’EV, e Zoviet France. O seu trabalho visual tem sido apresentado em diversos locais como a Tate e o The Institute of Contemporary Arts.
Actualmente, Nocturnal Emissions define-se como um projecto de sound art que cruza diversos estilos musicais, como a electroacústica, música concreta, sound collage, post-industrial, ambient e noise. Em quase quatro décadas de actividade contínua, 2017 marca a estreia de Nocturnal Emissions nos palcos nacionais, pelo que a sua passagem pelo Rivoli assume-se como um concerto de presença obrigatória.

Notes towards a mental breakdown [Atila + Iurta]

24. 2. 2017 – 22h00
ATILA (pt) + IURTA (pt)
Cinema Passos Manuel, Porto

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Cartaz por Ana carvalho a partir de óleo sobre tela de Luís Troufa

Música experimental, hipnótica, numa noite dedicada à electrónica subterrânea, nas suas diversas recombinações e ângulos profanos. Concertos dos projectos ATILA (entre o drone, o industrial e o techno) e IURTA (que apresentam o disco de estreia “Notes towards a mental breakdown”, de dark-ambient rugoso, editado pela editora canadiana Cyclic Law) e GABI VON DUB, com um dj set sombriamente entusiasmante a antecipar os concertos. Paisagens sonoras, distopias neuronais e abstracções avulsas.

ANDRÓMEDA – INVERNO 2017

perseus-showing-andromeda-the-head-of-medusa-reflected-in-water

Perseu mostra a Andrómeda a cabeça de Medusa reflectida na água. Gravura em madeira do século XIX, a partir de um fresco de Pompeia presente no triclinium da vertente oeste do peristilo da Casa di Apollo. Existem frescos similares nas casas circundantes, facto que demonstra a popularidade deste tema. A face de Medusa apenas petrifica aqueles que ousam a sua contemplação directa, o que não acontece com o seu reflexo.

Em 2017 a ANDRÓMEDA passa a representar também os seguintes artistas: Frederico Dinis, Daniel Fawcett & Clara Pais, e Nocturnal Emissions.