DANIEL FAWCETT & CLARA PAIS

DANIEL FAWCETT & CLARA PAIS

Clara Pais & Daniel Fawcett são uma dupla luso-britânica de artistas cineastas e trabalham em colaboração desde 2011, quando criaram o Underground Film Studio. O seu trabalho artístico abrange a criação de filmes, instalações, publicações e performance, através dos quais exploram a linguagem e as formas do cinema como uma arena para rituais modernos onde podemos lidar com mitos pessoais e colectivos. Entre eles, Fawcett e Pais realizaram sete longas-metragens e várias curtas-metragens, instalações e performances, com exibições internacionais regulares em festivais, cinemas independentes, cineclubes e galerias. O seu mais recente filme The Kingdom Of Shadows (2016) foi filmado em Portugal com um elenco internacional e teve a sua estreia no Porto a 19 de Novembro de 2016. Daniel e Clara também publicam a revista Film Panic e organizam exibições de cinema e eventos em Londres e no Porto, focando-se na celebração de cinema underground e experimental.

Em 2016, Daniel e Clara deram início a duas novas séries de performance de cinema expandido, Phantom Films e The Sacrificium Intellectus Suite, cujas primeiras apresentações tiveram lugar no Porto.

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PHANTOM FILMS

Phantom Films são os membros-fantasma do corpo do cinema, as imagens que se demoram na mente após o final do filme, os fios de estórias que infiltram o pensamento e se tornam a teia-mestre onde tecemos a história das nossas vidas e o mundo das nossas fantasias. Vemos o cinema não só como um processo técnico mas como uma linguagem, e esta linguagem não se restringe apenas às imagens em movimento na tela, ela manifesta-se para além do frame em muitas formas. O projecto Phantom Film toma qualquer e todas as formas que têm origem no mundo dos filmes, excepto a tradicional projecção única. Phantom Films são filmes mas manifestam-se para além da tela na forma de performances, livros, esculturas, instalações, gravações de som e fotografia.

A primeira apresentação da série Phantom Films foi REHEARSAL FOR A PHANTOM FILM, uma performance de cinema expandido de 45 minutos em que fragmentos de narrativa colidem com o processo de preparação e criação de um filme. A acção desenrola-se simultaneamente entre as actividades das personagens no écrã e no palco, o mundo dos filmes escapa-se do frame num ritual que dá vida a cine-fantasmas. Esta performance foi apresentada no Raw Territories Gatherings – Film and Music Festival a 4 de Maio de 2016.

Como parte deste projecto, Daniel e Clara criaram também um livro de poesia, THE LOST FILMS OF ATLAS DAVENPORT, Words For A Phantom Film, e estão a preparar uma gravação de acompanhamento,  THE LOST FILMS OF ATLAS DAVENPORT, Soundtrack For A Phantom Film, que será lançada como um álbum e CD de edição limitada.

A próxima performance da série, RESTORATION OF A PHANTOM FILM, está em preparação e será apresentada em 2017:

Esta performance irá usar projecção múltipla, live feeds, performance, efeitos sonoros ao vivo e música para explorar o processo de restauração de algo perdido. A partir de fragmentos de narrativas, tentaremos dar voz aos espíritos esquecidos do cinema e confrontar e banir forças destrutivas num cine-exorcismo. O acto de arquivar e restaurar torna-se uma demanda mística em que desenterramos novos potenciais narrativos escondidos entre os destroços rejeitados do cinema.

SACRIFICIUM INTELLECTUS SUITE

SACRIFICIUM INTELLECTUS SUITE é uma série de vinte e duas performances cine-rituais inspiradas pelo Tarot, que usam projecção vídeo, actos rituais, dança, som e música. Cada performance terá lugar apenas uma vez e nunca será repetida, mas de cada vez dando origem à próxima.

SACRIFICIUM INTELLECTUS I, um cine-ritual de submissão ao momento e uma celebração do espírito criativo, foi criado em colaboração com os bailarinos Joana Castro e Bruno Senune e o percussionista João Pais Filipe. Esta performance foi apresentada a 14 de Maio de 2016 no Palácio das Artes no Porto.

SACRIFICIUM INTELLECTUS II lida com uma sensação de ausência e é um ritual para confrontar aquilo que foi perdido, não como uma forma de nos agarrarmos ao que já foi ou tentar trazê-lo de volta, mas como parte de um processo de aceitação da sua ausência. Nesta performance, os ecos e destroços do passado tornam-se o solo fértil a partir do qual algo novo pode crescer. Esta performance foi apresentada a 7 de Junho de 2016, no festival EmContraste no Porto, em colaboração com Joana Castro e João Pais Filipe.

Links
Website: theundergroundfilmstudio.co.uk
Facebook: https://www.facebook.com/TheUndergroundFilmStudio

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